domingo, 27 de fevereiro de 2011

ABRANTES

O meu companheiro desde o 1º.Almoço, José Barros(Pucarinho)
Eu e mais alguns camaradas do meu pelotão(Nuno Costa, César Sequeira e Rogério Silva)
Alguns dos camaradas presentes neste nosso almoço.(Eu, Mário enfermeiro,Mira,Pereira Saraiva etc.)
Placa comemorativa
Ex- Capitães Lino Afonso(2311) e Marques 2310 a descerrar a placa comemorativa da nossa passagem.
Algumas fotografias que haviam sido tiradas por mim, mas que já não me lembrava.Nesta está o nosso habitual bolo.


Mais umas fotografias enviadas pelo nosso camarada Nelson Henriques da CCS. Estas foram tiradas durante a realização do nosso almoço e foi feita uma homenagem aos nossos mortos e também foi descerrada uma placa alusiva ao nosso Batalhão. videoVídeo do nosso 11º.almoço em Abrantes

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

CURIOSIDADES 3

Pequeno almoço complicado

Lembram-se de eu dizer em determinada altura que ia criar uma página de curiosidades?

Pois bem, ela na realidade já existe só que certamente por comodismo as pessoas não vão lá para trás, por isso irei criando outras páginas de curiosidades a que darei números ( por exemplo 1, 2, 3 etc. ).

Assim, hoje vou contar uma coisa que me aconteceu no destacamento de Freitas Morna situado na estrada para Ambrizete. Este destacamento tinha por missão proteger uma ponte existente no local e ponto de paragem dos MVL que se deslocavam para todo o Norte de Angola( Ambrizete, Noqui etc).

Tive uma visita do nosso comandante numa inspecção devido a um relatório que eu enviei sobre uma emboscada na zona. Recordo, para quem não saiba, que nós tínhamos de justificar todas as munições e restante material de guerra que houvesse sido utilizado e havia sido o caso.

Lembro, o que já referi anteriormente, tinha-mos um forno, construído por nós havia pouco tempo, onde cosíamos pão diariamente (anteriormente só tínhamos pão fresco de 15 em 15 dias) e também as peças de caça que íamos matando.

Durante a conversa, o nosso comandante começou a falar de regulamentos militares e um dos assuntos abordados foi a protecção das espécies cinegéticas, pois havia uma norma imanada do Comando Geral de Angola de que não era permitido caçar, eu disse que cumpria as normas.

Isto serve de introdução para ver a minha inocência apesar de estar a comandar um destacamento militar.

Como bom anfitrião convidei o Exmo. Comandante a beber qualquer coisa, ele respondeu que havia tomado o pequeno almoço há pouco tempo, (a coluna tinha vindo do Ambriz) no entanto eu fui á cozinha buscar umas fatias de carne assada e umas cervejas NOCAL ( o meu pequeno almoço e da maior parte de nós era assim ) A carne estava com tão bom aspecto que o nosso comandante não recusou e lá fomos comendo e bebendo a nossa cerveja, note-se que a carne estava um pouco picante.

A determinada altura disse-me que a carne estava muito boa mas um pouco picante e então perguntou-me, que carne era aquela, e eu, anjinho, respondo que havia sido um veado que eu havia morto.

O Sr. não me disse nada, mas eu após ter dito aquilo, se tivesse um buraco desaparecia, pois após a conversa de que não se podia caçar eu acabei por confessar que ia a caça.

Esta é mais uma história da guerra, mas vou também contar-lhes como matei o veado.

José Catalo