terça-feira, 10 de maio de 2011

Comp. Caç.2310

Messe de Sargentos Mucondo
Capela num Imbondeiro no Grafanil(Luanda)
(Fazenda Marques). O Correia em tronco nu com o cigarrito nos queixos, também se vê o Saraiva e o Alferes Ramires
Atravessando o Luíca para a Fazenda São Paulo
Também no Luíca
No Mucondo
Recepção à chegada dos Maçaricos

Fotografias enviadas pelo nosso camarada Jorge Correia da Companhia de Caçadores 2310.
Agradeço ao Correia o ter-me enviado as mesmas. As legendas das mesmas foram dadas pelo Correia espero que estejam todos de acordo.

DISCO PEDIDO

Ver o disco pedido aqui

sábado, 7 de maio de 2011

17º. ALMOÇO-CONTINUAÇÃO



Dando continuação ao que se passou no 17º. almoço junto um video relativo a um pedido que fiz à Rádio Amália da região de Lisboa dedicado a todos os camaradas do Batalhão 2833.
Junto também uma fotografia da Companhia de Caçadores 2310 extraída da página do Facebook do nosso camarada José Joaquim Afonso.

Continuo à espera que me mandem fotografias ou relatos das vossas Companhias.

Já foi divulgado mas não será demais repetir que esta informação pode ser veiculada através do e-mail jcatalo@gmail.com

José Catalo

quarta-feira, 4 de maio de 2011

17º Almoço

Foto da Companhia de Caçadores 2309

Fotografias do nosso 17º Almoço-Grutas de Santo António

Alguns dos trabalhos do Rafael Mira
Utensílios de lavoura e de carpinteiro feitas pelo Mira
Aspectos do nosso almoço.Elementos da C.Caç 2311
Diogo e Joaquim Pereira"Menino Jesus" ( 2309) e esposas
Eduardo Ribeiro (2309), Esposa e esposa do Leonel Caravalho
Grupo da C.Caç. 2309 em frente está o Leonel Carvalho
Da C. Caç 2309 o Mário e o Diniz
Outro aspecto do almoço
Os casais, Martins, Santiago e Amaral e esposa do Catalo (autor das fotos)
Zé Barros, Carvalho, Linhas, Pereira,Rafael,Lima, Amaral e Manuel Oliveira"Tótó"
Igreja da Louriceira onde foi realizada a missa

Meus amigos realizou-se o nosso 17º. almoço.É sempre com muita satisfação e alegria que festejamos esta data.
Desta vez apareceram camaradas que já algum tempo andavam afastados desta nossa comemoração, foram os casos do Lima e "Tótó"ex-furrieis da CCS e do nossos camaradas Amaral e Silva da Ribeira Grande, Ilha de S. Miguel-Açores, acompanhado de sua esposa e cunhada e ainda o Moita da Cruz ex-furrieis da 2309, o Leal da 2311 e o Correia da 2310.
Cito estes camaradas por serem pessoas com quem eu mais lidava no entanto houve mais companheiros que voltaram de novo após algumas ausências.
Houve muito entusiasmo da parte de todos, sinal que o tempo que vivemos deixou raízes que jamais deixarão de existir.
Foi também com muita tristeza que tomei conhecimento do falecimento recente do nosso companheiro Gregório ex-furriel da 2311 ele que também organizou um almoço em Castelo Branco(paz à sua alma).
Quero também agradecer ao nosso camarada Nelson Henriques a organização deste almoço. Foi incansável na organização e na sua realização, não é fácil fazer um coisa destas e muito mais valor tem pelo facto de ser só a realizar esta proeza.
Gostaria também de pedir ao Nelson(caso possa)para acompanhar o meu amigo Eduardo Ribeiro na organização do próximo almoço(isto se for ele a realizá-lo), pois tenho a certeza de que os seus conhecimentos serão muito úteis.
Quero também agradecer ao Rafael Mira o carinho com que nos brindou apresentando os seus trabalhos, que foram elogiados por todos (junto algumas fotos).

Gostaria que os meu amigos comentassem estas minhas palavras, mesmo contrariando algo que não estejam de acordo. Sabe bem ouvir as criticas de quem nos lê e eu gostava muito que todos os camaradas dissessem coisas sobre o nosso almoço e também contassem as vossas histórias do tempo que estivemos em Angola. No final de cada página há uma linha que diz comentários, pois é através desse espaço que poderão falar de vós e dos outros.

Tenho em meu poder listas dos nomes dos camaradas do batalhão. Estou a apagar aquilo que não interessa para que apenas fiquem os nomes, as localidades e o distrito que poderão ser das residências actuais ou das que tinham quando foram prestar o serviço militar.
Fico também a aguardar que os camaradas digitalizem as vossas fotos e as mandem para o meu e-mail, (jcatalo@gmail.com) de modo a serem publicadas.

Obrigado a todos por mais este convívio esperando que para o ano continuemos com a mesma satisfação.

José Catalo

sexta-feira, 18 de março de 2011

ALMOÇO COMEMORATIVO



Este é o nosso 17º. almoço, exactamente no mesmo local onde foi realizado o 1º., isto é nas Grutas de Mira D,Aire, Esperamos por todos vós. Tragam as vossas famílias e os vossos amigos, pois o
Nelson Henriques ficará muito contente com a nossa participação.

terça-feira, 8 de março de 2011

A MORTE DO VEADO

A Morte do Veado
Em relação ao que eu havia relatado sobre a morte do veado passou-se o seguinte:

Certo dia fomos à lenha e por norma eu levava sempre duas viaturas, mesmo que fosse com um mínimo de 8 homens ( o número de militares de um pelotão era de 30, mas raramente estaria presente este número, uma vez que havia sempre alguns de férias ou eventualmente doentes) A maior parte destes homens deveria manter a segurança do destacamento e assegurar também a limpeza e eventuais obras de manutenção ( ou novas) que tínhamos de fazer.

Uma das coisas porque " os meus homens" me criticavam era eu querer que estivessem sempre a trabalhar. Era verdade, por duas razões, uma porque havia necessidade de criarmos condições para vivermos com algum conforto e comodidade, o forno e as casas de banho são um exemplo, a outra era evitar o jogo da "lerpa", pois com muito tempo livre era só jogar e perderem o dinheiro que ganhavam.

Após termos carregado o "Unimog" com lenha iniciámos o regresso ao destacamento.

Como sabem numa coluna militar todas as viaturas deverão manter uma distância de modo a que não se perca de vista a viatura que nos antecede.

Acontece que havia uma lomba bastante grande e eu deixei de ver a viatura que vinha atrás, como demoravam eu resolvi sair da minha viatura e voltar atrás e ver se havia algum problema, felizmente estava tudo bem. Só que neste espaço entre as viaturas eu senti um barulho e pensei.., vou ser apanhado à mão(pensando que era o inimigo) então deitei-me na valeta e através dos arbustos tentei ver o que se passava, o que vi deixou-me estupefacto, pois nunca tinha acontecido, estava um belo e imponente veado junto a uns arbustos comendo.

Eu não tinha a minha G3 pois havia deixado ficar na viatura mas tinha uma espingarda caçadeira (propriedade do Alferes Pereira) que eu usava nas pequenas deslocações( nunca deixando no quartel a minha "Géninha", nome dado à G3 companheira inseparável) mas naquela altura deixei-a na viatura.

Fiquei como que galvanizado ao ver o animal, que não me lembrei de mais nada e fiz fogo(tinha arma carregada com um cartuchos de chumbo 5 e chumbo 3) com o cartucho de chumbo 5, o animal saltou, mas fui ao local onde estava quando disparei e verifiquei que estava ferido pois havia sangue no chão, fui atrás dele pelo meio da mata e reparei que estava parado junto a um tufo de vegetação com uma respiração ofegante, nessa altura atirei com o cartucho que me restava (chumbo 3) e o animal foi atingido e caiu mortalmente.

Foi este animal que depois foi assado e serviu para que o nosso comandante tivesse comido umas fatias. Nesse dia, também com a caçadeira e em movimento, atirei a uma perdiz que sobrevoava as viaturas e sendo eu um mau atirador consegui acertar numa asa da mesma tendo sido depois apanhada.

Tenho fotografias do veado mas não sei aonde(se algum camarada do meu pelotão tiver agradeço que me empreste para publicar) pode ser que um dia eu as encontre e publique.

Passado este tempo confesso que tenho pena, pois era um lindo animal.

Voltarei mais tarde para publicar outras lembranças, mas se algum de vós tiver também uma história mandem ou publiquem nos comentários.