sábado, 7 de maio de 2011

17º. ALMOÇO-CONTINUAÇÃO



Dando continuação ao que se passou no 17º. almoço junto um video relativo a um pedido que fiz à Rádio Amália da região de Lisboa dedicado a todos os camaradas do Batalhão 2833.
Junto também uma fotografia da Companhia de Caçadores 2310 extraída da página do Facebook do nosso camarada José Joaquim Afonso.

Continuo à espera que me mandem fotografias ou relatos das vossas Companhias.

Já foi divulgado mas não será demais repetir que esta informação pode ser veiculada através do e-mail jcatalo@gmail.com

José Catalo

quarta-feira, 4 de maio de 2011

17º Almoço

Foto da Companhia de Caçadores 2309

Fotografias do nosso 17º Almoço-Grutas de Santo António

Alguns dos trabalhos do Rafael Mira
Utensílios de lavoura e de carpinteiro feitas pelo Mira
Aspectos do nosso almoço.Elementos da C.Caç 2311
Diogo e Joaquim Pereira"Menino Jesus" ( 2309) e esposas
Eduardo Ribeiro (2309), Esposa e esposa do Leonel Caravalho
Grupo da C.Caç. 2309 em frente está o Leonel Carvalho
Da C. Caç 2309 o Mário e o Diniz
Outro aspecto do almoço
Os casais, Martins, Santiago e Amaral e esposa do Catalo (autor das fotos)
Zé Barros, Carvalho, Linhas, Pereira,Rafael,Lima, Amaral e Manuel Oliveira"Tótó"
Igreja da Louriceira onde foi realizada a missa

Meus amigos realizou-se o nosso 17º. almoço.É sempre com muita satisfação e alegria que festejamos esta data.
Desta vez apareceram camaradas que já algum tempo andavam afastados desta nossa comemoração, foram os casos do Lima e "Tótó"ex-furrieis da CCS e do nossos camaradas Amaral e Silva da Ribeira Grande, Ilha de S. Miguel-Açores, acompanhado de sua esposa e cunhada e ainda o Moita da Cruz ex-furrieis da 2309, o Leal da 2311 e o Correia da 2310.
Cito estes camaradas por serem pessoas com quem eu mais lidava no entanto houve mais companheiros que voltaram de novo após algumas ausências.
Houve muito entusiasmo da parte de todos, sinal que o tempo que vivemos deixou raízes que jamais deixarão de existir.
Foi também com muita tristeza que tomei conhecimento do falecimento recente do nosso companheiro Gregório ex-furriel da 2311 ele que também organizou um almoço em Castelo Branco(paz à sua alma).
Quero também agradecer ao nosso camarada Nelson Henriques a organização deste almoço. Foi incansável na organização e na sua realização, não é fácil fazer um coisa destas e muito mais valor tem pelo facto de ser só a realizar esta proeza.
Gostaria também de pedir ao Nelson(caso possa)para acompanhar o meu amigo Eduardo Ribeiro na organização do próximo almoço(isto se for ele a realizá-lo), pois tenho a certeza de que os seus conhecimentos serão muito úteis.
Quero também agradecer ao Rafael Mira o carinho com que nos brindou apresentando os seus trabalhos, que foram elogiados por todos (junto algumas fotos).

Gostaria que os meu amigos comentassem estas minhas palavras, mesmo contrariando algo que não estejam de acordo. Sabe bem ouvir as criticas de quem nos lê e eu gostava muito que todos os camaradas dissessem coisas sobre o nosso almoço e também contassem as vossas histórias do tempo que estivemos em Angola. No final de cada página há uma linha que diz comentários, pois é através desse espaço que poderão falar de vós e dos outros.

Tenho em meu poder listas dos nomes dos camaradas do batalhão. Estou a apagar aquilo que não interessa para que apenas fiquem os nomes, as localidades e o distrito que poderão ser das residências actuais ou das que tinham quando foram prestar o serviço militar.
Fico também a aguardar que os camaradas digitalizem as vossas fotos e as mandem para o meu e-mail, (jcatalo@gmail.com) de modo a serem publicadas.

Obrigado a todos por mais este convívio esperando que para o ano continuemos com a mesma satisfação.

José Catalo

sexta-feira, 18 de março de 2011

ALMOÇO COMEMORATIVO



Este é o nosso 17º. almoço, exactamente no mesmo local onde foi realizado o 1º., isto é nas Grutas de Mira D,Aire, Esperamos por todos vós. Tragam as vossas famílias e os vossos amigos, pois o
Nelson Henriques ficará muito contente com a nossa participação.

terça-feira, 8 de março de 2011

A MORTE DO VEADO

A Morte do Veado
Em relação ao que eu havia relatado sobre a morte do veado passou-se o seguinte:

Certo dia fomos à lenha e por norma eu levava sempre duas viaturas, mesmo que fosse com um mínimo de 8 homens ( o número de militares de um pelotão era de 30, mas raramente estaria presente este número, uma vez que havia sempre alguns de férias ou eventualmente doentes) A maior parte destes homens deveria manter a segurança do destacamento e assegurar também a limpeza e eventuais obras de manutenção ( ou novas) que tínhamos de fazer.

Uma das coisas porque " os meus homens" me criticavam era eu querer que estivessem sempre a trabalhar. Era verdade, por duas razões, uma porque havia necessidade de criarmos condições para vivermos com algum conforto e comodidade, o forno e as casas de banho são um exemplo, a outra era evitar o jogo da "lerpa", pois com muito tempo livre era só jogar e perderem o dinheiro que ganhavam.

Após termos carregado o "Unimog" com lenha iniciámos o regresso ao destacamento.

Como sabem numa coluna militar todas as viaturas deverão manter uma distância de modo a que não se perca de vista a viatura que nos antecede.

Acontece que havia uma lomba bastante grande e eu deixei de ver a viatura que vinha atrás, como demoravam eu resolvi sair da minha viatura e voltar atrás e ver se havia algum problema, felizmente estava tudo bem. Só que neste espaço entre as viaturas eu senti um barulho e pensei.., vou ser apanhado à mão(pensando que era o inimigo) então deitei-me na valeta e através dos arbustos tentei ver o que se passava, o que vi deixou-me estupefacto, pois nunca tinha acontecido, estava um belo e imponente veado junto a uns arbustos comendo.

Eu não tinha a minha G3 pois havia deixado ficar na viatura mas tinha uma espingarda caçadeira (propriedade do Alferes Pereira) que eu usava nas pequenas deslocações( nunca deixando no quartel a minha "Géninha", nome dado à G3 companheira inseparável) mas naquela altura deixei-a na viatura.

Fiquei como que galvanizado ao ver o animal, que não me lembrei de mais nada e fiz fogo(tinha arma carregada com um cartuchos de chumbo 5 e chumbo 3) com o cartucho de chumbo 5, o animal saltou, mas fui ao local onde estava quando disparei e verifiquei que estava ferido pois havia sangue no chão, fui atrás dele pelo meio da mata e reparei que estava parado junto a um tufo de vegetação com uma respiração ofegante, nessa altura atirei com o cartucho que me restava (chumbo 3) e o animal foi atingido e caiu mortalmente.

Foi este animal que depois foi assado e serviu para que o nosso comandante tivesse comido umas fatias. Nesse dia, também com a caçadeira e em movimento, atirei a uma perdiz que sobrevoava as viaturas e sendo eu um mau atirador consegui acertar numa asa da mesma tendo sido depois apanhada.

Tenho fotografias do veado mas não sei aonde(se algum camarada do meu pelotão tiver agradeço que me empreste para publicar) pode ser que um dia eu as encontre e publique.

Passado este tempo confesso que tenho pena, pois era um lindo animal.

Voltarei mais tarde para publicar outras lembranças, mas se algum de vós tiver também uma história mandem ou publiquem nos comentários.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

ABRANTES

O meu companheiro desde o 1º.Almoço, José Barros(Pucarinho)
Eu e mais alguns camaradas do meu pelotão(Nuno Costa, César Sequeira e Rogério Silva)
Alguns dos camaradas presentes neste nosso almoço.(Eu, Mário enfermeiro,Mira,Pereira Saraiva etc.)
Placa comemorativa
Ex- Capitães Lino Afonso(2311) e Marques 2310 a descerrar a placa comemorativa da nossa passagem.
Algumas fotografias que haviam sido tiradas por mim, mas que já não me lembrava.Nesta está o nosso habitual bolo.


Mais umas fotografias enviadas pelo nosso camarada Nelson Henriques da CCS. Estas foram tiradas durante a realização do nosso almoço e foi feita uma homenagem aos nossos mortos e também foi descerrada uma placa alusiva ao nosso Batalhão.Vídeo do nosso 11º.almoço em Abrantes

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

CURIOSIDADES 3

Pequeno almoço complicado

Lembram-se de eu dizer em determinada altura que ia criar uma página de curiosidades?

Pois bem, ela na realidade já existe só que certamente por comodismo as pessoas não vão lá para trás, por isso irei criando outras páginas de curiosidades a que darei números ( por exemplo 1, 2, 3 etc. ).

Assim, hoje vou contar uma coisa que me aconteceu no destacamento de Freitas Morna situado na estrada para Ambrizete. Este destacamento tinha por missão proteger uma ponte existente no local e ponto de paragem dos MVL que se deslocavam para todo o Norte de Angola( Ambrizete, Noqui etc).

Tive uma visita do nosso comandante numa inspecção devido a um relatório que eu enviei sobre uma emboscada na zona. Recordo, para quem não saiba, que nós tínhamos de justificar todas as munições e restante material de guerra que houvesse sido utilizado e havia sido o caso.

Lembro, o que já referi anteriormente, tinha-mos um forno, construído por nós havia pouco tempo, onde cosíamos pão diariamente (anteriormente só tínhamos pão fresco de 15 em 15 dias) e também as peças de caça que íamos matando.

Durante a conversa, o nosso comandante começou a falar de regulamentos militares e um dos assuntos abordados foi a protecção das espécies cinegéticas, pois havia uma norma imanada do Comando Geral de Angola de que não era permitido caçar, eu disse que cumpria as normas.

Isto serve de introdução para ver a minha inocência apesar de estar a comandar um destacamento militar.

Como bom anfitrião convidei o Exmo. Comandante a beber qualquer coisa, ele respondeu que havia tomado o pequeno almoço há pouco tempo, (a coluna tinha vindo do Ambriz) no entanto eu fui á cozinha buscar umas fatias de carne assada e umas cervejas NOCAL ( o meu pequeno almoço e da maior parte de nós era assim ) A carne estava com tão bom aspecto que o nosso comandante não recusou e lá fomos comendo e bebendo a nossa cerveja, note-se que a carne estava um pouco picante.

A determinada altura disse-me que a carne estava muito boa mas um pouco picante e então perguntou-me, que carne era aquela, e eu, anjinho, respondo que havia sido um veado que eu havia morto.

O Sr. não me disse nada, mas eu após ter dito aquilo, se tivesse um buraco desaparecia, pois após a conversa de que não se podia caçar eu acabei por confessar que ia a caça.

Esta é mais uma história da guerra, mas vou também contar-lhes como matei o veado.

José Catalo