Mais umas fotografias enviadas pelo nosso camarada Nelson Henriques da CCS. Estas foram tiradas durante a realização do nosso almoço e foi feita uma homenagem aos nossos mortos e também foi descerrada uma placa alusiva ao nosso Batalhão.Vídeo do nosso 11º.almoço em Abrantes
domingo, 27 de fevereiro de 2011
ABRANTES
Mais umas fotografias enviadas pelo nosso camarada Nelson Henriques da CCS. Estas foram tiradas durante a realização do nosso almoço e foi feita uma homenagem aos nossos mortos e também foi descerrada uma placa alusiva ao nosso Batalhão.Vídeo do nosso 11º.almoço em Abrantes
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
CURIOSIDADES 3
Pequeno almoço complicado
Lembram-se de eu dizer em determinada altura que ia criar uma página de curiosidades?
Pois bem, ela na realidade já existe só que certamente por comodismo as pessoas não vão lá para trás, por isso irei criando outras páginas de curiosidades a que darei números ( por exemplo 1, 2, 3 etc. ).
Assim, hoje vou contar uma coisa que me aconteceu no destacamento de Freitas Morna situado na estrada para Ambrizete. Este destacamento tinha por missão proteger uma ponte existente no local e ponto de paragem dos MVL que se deslocavam para todo o Norte de Angola( Ambrizete, Noqui etc).
Tive uma visita do nosso comandante numa inspecção devido a um relatório que eu enviei sobre uma emboscada na zona. Recordo, para quem não saiba, que nós tínhamos de justificar todas as munições e restante material de guerra que houvesse sido utilizado e havia sido o caso.
Lembro, o que já referi anteriormente, tinha-mos um forno, construído por nós havia pouco tempo, onde cosíamos pão diariamente (anteriormente só tínhamos pão fresco de 15 em 15 dias) e também as peças de caça que íamos matando.
Durante a conversa, o nosso comandante começou a falar de regulamentos militares e um dos assuntos abordados foi a protecção das espécies cinegéticas, pois havia uma norma imanada do Comando Geral de Angola de que não era permitido caçar, eu disse que cumpria as normas.
Isto serve de introdução para ver a minha inocência apesar de estar a comandar um destacamento militar.
Como bom anfitrião convidei o Exmo. Comandante a beber qualquer coisa, ele respondeu que havia tomado o pequeno almoço há pouco tempo, (a coluna tinha vindo do Ambriz) no entanto eu fui á cozinha buscar umas fatias de carne assada e umas cervejas NOCAL ( o meu pequeno almoço e da maior parte de nós era assim ) A carne estava com tão bom aspecto que o nosso comandante não recusou e lá fomos comendo e bebendo a nossa cerveja, note-se que a carne estava um pouco picante.
A determinada altura disse-me que a carne estava muito boa mas um pouco picante e então perguntou-me, que carne era aquela, e eu, anjinho, respondo que havia sido um veado que eu havia morto.
O Sr. não me disse nada, mas eu após ter dito aquilo, se tivesse um buraco desaparecia, pois após a conversa de que não se podia caçar eu acabei por confessar que ia a caça.
Esta é mais uma história da guerra, mas vou também contar-lhes como matei o veado.
José Catalo
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
AMBRIZ
domingo, 30 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Mensagem do Nelson Henriques
Uma pequena colaboração para o blog do nosso Batalhão
Companheiros e Amigos do Batalhão de Caç. 2833
Falar da nossa vida militar, em especial o tempo que passamos na guerra em Angola, não é fácil. Se para a maioria aquele período não foi fácil, existem colegas, tantas foram as amarguras e os perigos que passaram, que nem lembrar querem, quanto mais falar. Outros, infelizmente não mais ficaram em condições de nesses assuntos falarem.
Todos sabemos que os colegas operacionais, foram aqueles que mais perigos e privações passaram, mas aqueles que, não sendo operacionais, tinham uma missão na rectaguarda, que em nada era menos importante.
Refiro-me concretamente, áqueles, que em todas as Companhias, não íam para o mato em missões operacionais. Eu fui um desses, fui Cabo Rádiomontador, na CCS, Julgo ter cumprido, como os demais, as tarefas de que estava incumbido. Uns duma maneira, outros doutra, todos passamos um mau bocado.
Infelizmente, alguns colegas, pagaram com a própria vida, outros com ferimentos graves, outros ainda, com graves complicações psiquiátricas e psicológicas, que ainda hoje sofrem dessa grave situação.
Tenho lido com alguma regularidade, o Blog sobre o nosso Batalhão, e já li comentários de outros colegas, de outras unidades militares, que antes ou depois de nós, passaram pelos mesmos locais, onde nós estivemos, fácil é de concluir, que a vida não foi nada fácil para ninguém, mas foi sem dúvida, muito dificil para o grande maioria.
Apesar de tudo o que cada um passou, podemos dizer, que nem tudo foi mau, fizeram-se grandes e sinceras amizades, que felizmente ainda duram, isso foi sem dúvida o melhor que se pode dizer da nossa passagem pela Guerra Colonial.
Isso é bastante visivel, nos prolongados abraços, nas longas conversas, e no convivio fraternal quando nos encontramos nos Convivios anuais. Por isso é meu entender, que enquanto tivermos condições para isso, devemos continuar a realizar os encontros anuais do nosso Batalhão.
Todos sabemos que mais tarde ou mais cedo, iremos deixar de ter condições para estarmos presentes, mas até lá, devemos continuar.
Para o nosso encontro de 2011, ( 17º), que será realizado no concelho de Alcanena, Distrito de Santarém, e que o nosso colega Catálo já colocou no Blog, irá ocorrer no dia 30/4/2011.
Colabora e ajuda-nos a divulgar, este e os seguintes Almoços/Convivio do nosso Batalhão.
Para todos um grande abraço.
Nelson Henriques ( CCS)
Telem. 919945375

