segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

AMBRIZ

Lembram-se do antigo Club no Ambriz existente na Av.Principal?Agora está transformado num restaurante. Esta foto foi-me enviada recentemente por alguém que por lá passou. Se virem as fotografias enviadas pelo Nelson Henriques há uma tirada no club durante um espectáculo.

domingo, 30 de janeiro de 2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

ZEMBA



Fotografias enviadas pelo nosso camarada Nelson Henriques

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Mensagem do Nelson Henriques

Uma pequena colaboração para o blog do nosso Batalhão

Companheiros e Amigos do Batalhão de Caç. 2833

Falar da nossa vida militar, em especial o tempo que passamos na guerra em Angola, não é fácil. Se para a maioria aquele período não foi fácil, existem colegas, tantas foram as amarguras e os perigos que passaram, que nem lembrar querem, quanto mais falar. Outros, infelizmente não mais ficaram em condições de nesses assuntos falarem.

Todos sabemos que os colegas operacionais, foram aqueles que mais perigos e privações passaram, mas aqueles que, não sendo operacionais, tinham uma missão na rectaguarda, que em nada era menos importante.

Refiro-me concretamente, áqueles, que em todas as Companhias, não íam para o mato em missões operacionais. Eu fui um desses, fui Cabo Rádiomontador, na CCS, Julgo ter cumprido, como os demais, as tarefas de que estava incumbido. Uns duma maneira, outros doutra, todos passamos um mau bocado.

Infelizmente, alguns colegas, pagaram com a própria vida, outros com ferimentos graves, outros ainda, com graves complicações psiquiátricas e psicológicas, que ainda hoje sofrem dessa grave situação.

Tenho lido com alguma regularidade, o Blog sobre o nosso Batalhão, e já li comentários de outros colegas, de outras unidades militares, que antes ou depois de nós, passaram pelos mesmos locais, onde nós estivemos, fácil é de concluir, que a vida não foi nada fácil para ninguém, mas foi sem dúvida, muito dificil para o grande maioria.

Apesar de tudo o que cada um passou, podemos dizer, que nem tudo foi mau, fizeram-se grandes e sinceras amizades, que felizmente ainda duram, isso foi sem dúvida o melhor que se pode dizer da nossa passagem pela Guerra Colonial.

Isso é bastante visivel, nos prolongados abraços, nas longas conversas, e no convivio fraternal quando nos encontramos nos Convivios anuais. Por isso é meu entender, que enquanto tivermos condições para isso, devemos continuar a realizar os encontros anuais do nosso Batalhão.

Todos sabemos que mais tarde ou mais cedo, iremos deixar de ter condições para estarmos presentes, mas até lá, devemos continuar.

Para o nosso encontro de 2011, ( 17º), que será realizado no concelho de Alcanena, Distrito de Santarém, e que o nosso colega Catálo já colocou no Blog, irá ocorrer no dia 30/4/2011.

Colabora e ajuda-nos a divulgar, este e os seguintes Almoços/Convivio do nosso Batalhão.

Para todos um grande abraço.

Nelson Henriques ( CCS)

Telem. 919945375

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

17º.Almoço Convívio


Vamos realizar o nosso 17º. Almoço Convívio. Antecipadamente e graças à gentileza do organizador Nelson Henriques da CCS dou-vos conhecimento do programa.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

MADRINHAS DE GUERRA

Tomei conhecimento este fim- de-semana (21/11/2010)de um link chamado "Madrinhas de Guerra" criado por uma "JOIA" e confesso muito sinceramente que me comoveu pois nunca tinha pensado nisso e nunca pensei que alguém tivesse esta ideia. Nós, a maior parte das vezes preocupa-nos com coisas menores e não nos lembramos de quem nos acompanhou nesses tempo difíceis. O meu obrigado à autora desta página.

COMO APARECERAM AS MADRINHAS

Durante a minha comissão em terras de Angola assinava a minha correspondência com um pseudónimo que era "Coração Perdido na Picada". Em determinada altura(estávamos então no ZEMBA-Dembos durante a distribuição do correio em plena parada começaram a chamar pelo meu pseudónimo e a correspondência era tanta que fiquei boquiaberto, pois não sabia da razão de tanta correspondência. Como o pseudónimo era apenas para familiares escrevi a perguntar o que se havia passado. Responderam-me que pessoa amiga ( professora primária que eu muito estimo) havia posto um anúncio na Revista Plateia, ( lembram-se do tempo da Maria e de outras do género) com um título muito sugestivo de "Madrinhas de Guerra dos 8 aos 80 anos" . Foram para mim tempos inolvidáveis pois tive correspondentes, do Porto, Gondomar, Rio Tinto, Coimbra, Aveiro, Lisboa, Mafra, Setúbal e ainda de Angola(Luanda) de Moçambique,(Inhambane) e até da Guiné, porventura ainda falhei alguma.
Como era operacional não estava muito tempo no quartel (arame) por isso na altura que estava tinha de responder a toda a gente(nunca deixei de responder, fosse a quem fosse). Claro que tive de arranjar alguns estratagemas para dar conta do recado e uma delas foi a de usar canetas de feltro para poder encher os aerogramas. Tive pessoas que se disfarçaram de velhinhas para que eu pensasse que elas eram mesmo velhinhas, faziam parte deste grupo 3 jovens que me escreviam como se fossem uma sociedade por quotas e chamava-se " Eira & Companhia" eram muita engraçadas pois toda a correspondência era uma autentica carta comercial. (julgo que eram da região de Anadia)
Mantive correspondência com quase todas e trouxe uma pequena lembrança em pau preto para aquelas que em princípio eu tinha possibilidade de visitar. Visitei uma Sra., esta sim era mesmo velhinha que morava em Almirante Reis e curiosamente era governanta de um Coronel. Esta Sra. mandava-me todos os meses revistas para ler nas minha horas livres. Tive também uma jovem que sabendo que eu gostava de ler Hall Caine me mandou dois livros deste autor "O Bispo e o Juiz" e o "Escravo" encadernados em pele. Tive outras que me mandaram pulseiras de prata que na altura se usavam muito e alguns fios também em prata.

CURIOSIDADES

Como curiosidade, estive algumas vezes com a minha madrinha de Luanda e não foi fácil o nosso encontro. Como sabem nós enquanto estávamos no mato e em zonas más tínhamos de 3 em 3 meses cinco dias de licença. Eu aproveitava esses dias para ir atá Luanda e poder desanuviar.

Foi numa dessas idas à capital que eu a conheci e sabem onde? Na igreja Sagrada Família pois ficava perto da casa dela e por sorte também perto da pensão onde eu morava que se chamava pensão "Sagrada Família". Todas as tardes e durante o tempo que eu estive em Luanda ia à missa na Igreja Sagrada Família. Estive com ela quando estava a fazer as compras para vir para Portugal.

Tinha-se a fama de querer-mos namorar todas as madrinhas de guerra. Eu, além de não dar azo a que a correspondência enveredasse por esse caminho pois mantinha uma conversa séria com todas as pessoas, recomendava aos militares que estavam comigo para respeitarem toda a gente e se calhar por isso um deles acabou por casar, com uma rapariga minha amiga. Mas também tive um grupo de costureiras, creio que da Figueira que tentaram ultrapassar as marcas e só me apercebi disso quando a Mestra me escreveu a contar o que se estava a passar. Isto é, entre elas resolveram escrever individualmente para me testar, o resultado foi o ter de acabar com a correspondência.

É claro que haveria muitas mais coisas a relatar acerca das nossas madrinhas mas neste momento o que eu lhes posso dizer é de que como a correspondência era muita(eu guardava tudo) no dia em que tive de me vir embora queimei toda a correspondência e tirei um "slide" para a posteridade. Se eu conseguir converter os meus "slides"(são umas centenas) em DVD passarei este e não só para o meu Blog.

Embora tenha algumas fotografias no meu álbum não vou publicá-las pois não quero de modo algum ferir os sentimentos das pessoas que de certeza têm famílias constituídas e pode não cair bem.

sábado, 15 de maio de 2010

Grupo da Companhia 2310-Mangualde 17/04/2010


Junto mais uma fotografia do almoço realizado,em Mangualde esta da Companhia 2310